Enquanto tocava bateria no Nirvana, Dave Grohl jamais deixou de gravar suas próprias composições, em casa ou nos estúdios de amigos. Quando seu companheiro Kurt Cobain morreu, em 1994 (depois de passar alguns meses olhando para o teto, como ele mesmo diz), Grohl reuniu algumas daquelas canções e gravou um disco quase sozinho (ao lado do parceiro Barrett Jones), que lançou com o nome "Foo Fighters". O som misturava guitarras furiosas e melodias pop afiadas. Embora tivesse emplacado a vida artística originalmente como baterista, Grohl quis aprender tocar guitarra e compunha desde a adolescência.
Sua primeira banda de repercussão foi o “Scream”, quando ainda era criança, em Washington, DC. Algumas das composições do baterista foram gravadas pela banda em seu último disco, "Fumble", antes que ele fosse para Seattle e para o Nirvana. Enquanto tocava com Kurt e Krist Novoselic, ele eventualmente se unia a Jones para compor e gravar. O disco de estreia dos Foo Fighters (nome de uma corporação que pesquisava OVNIS durante a Segunda Guerra Mundial) foi registrado em uma semana, e logo foi objeto de uma guerra entre gravadoras.
Depois do sucesso inicial do disco, Grohl resolveu formar uma banda, em vez de assumir uma carreira solo. O baixista Nate Mendel, do Sunny Rea State, já era amigo dele quando sua banda acabou, e sua entrada no grupo foi natural, assim como a do baterista do SRE, William Goldsmith.
Responsável por tocar guitarra também, uma lenda viva do punk rock, Pat Smear, dos Germs e da fase final do Nirvana. Puxado por "This Is A Call", "Big Me" e pela permanência do quarteto na estrada, o disco foi um grande sucesso. Depois de centenas de shows, “The colour and the shape”, primeiro disco dos ‘FF’ como banda, foi gravado praticamente sem Goldsmith, que deixou a banda por diferenças criativas. Grohl gravou a maior parte das baterias e depois chamou Taylor Hawkins (ex-Alanis Morissette) para as baquetas. Smear não chegou a sair em turnê, sendo substituído por Franz Stahl, que só durou uma temporada na estrada.
Depois de cada turnê, Grohl costuma dizer que a banda vai parar por alguns anos, mas poucos meses depois lá estão os rapazes de volta ao estúdio, com mais músicas prontas do que comportaria um prosaico CD. ‘There is nothing left to lose’, de 1999, foi gravado pelo trio Grohl-Mendel-Hawkins, e mais um filho do punk rock, o guitarrista Chris Shiflett (ex-No Use For a Name), entrou nos Foo Fighters.
A formação seria a mais estável da história da banda: depois de viajar o mundo mais algumas vezes, foi com ela que os FF gravaram ‘One by one’, de 2002, que acabou de estabelecer o grupo no topo do rock mundial (um exemplo foi o convite para o Rock in Rio - Lisboa, de 2004, quando os FF substituíram o Guns N' Roses). Apesar do megashow em Portugal, o ano foi relativamente lento: a banda se trancou para produzir seu disco mais ambicioso, ‘In your honor’, um CD duplo (um disco de rock furioso e um acústico), lançado em junho de 2005.
Em 25 de setembro de 2007 a banda lançou o álbum “Echoes, Silence, Patience & Grace”, lançado pela RCA Records. Nesse novo trabalho, eles voltam a trabalhar com o produtor Gil Norton, que não produzia um disco do Foo Fighters desde ‘The Colour And The Shape’ em 1997. Neste novo álbum foram incluídos quatro singles: “The Pretender”, “Long Road To Ruin”, “Cheer Up, Boys (Your Make Up Is Running)” e “Let It Die”.
‘Wasting Light’ é o sétimo álbum de estúdio da banda, lançado no dia 12 de abril de 2011. Foi produzido por Butch Vig e é o primeiro a ter o guitarrista Pat Smear como um membro oficial desde 1997. Entre os músicos convidados estão Bob Mould e o baixista Krist Novoselic, que trabalhou com Dave quando os dois tocavam no Nirvana.
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